perdão

O que se perde enquanto os olhos piscam

Ciúmes, inveja, incompreensão, falta de empatia… Esses são alguns dos sentimentos que fazem tremer as bases de um relacionamento interpessoal. Mas eu me arrisco a dizer que o pior dos venenos é o orgulho.

O orgulho que te faz querer provar a todo custo que você está certo, independente do quanto vai machucar a outra pessoa. O orgulho que te faz acreditar que qualquer vivência do outro tem o único e exclusivo objetivo de te machucar. O orgulho que afasta pessoas que se gostam pelo simples fato de que nenhuma das duas quer dar o braço a torcer. O orgulho de remoer palavras amargas que foram ditas em um momento de raiva.

Somos humanos. Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Temos desejos inconfessáveis, vontades reprimidas, medo da solidão, medo da entrega. Medo de entrar em uma disputa e sair perdendo. E o medo encobre tanto a vista que chega um ponto em que sequer conseguimos lembrar como a disputa começou.

Ao mesmo tempo em que constrói muralhas, o orgulho derruba pontes. E num piscar de olhos, tudo o que levou anos para ser conquistado pode acabar indo pelo ralo. Confiança, companheirismo, respeito. Pelo medo de estender a mão e compreender que o outro é tão humano quanto você e que a dor dele pode ser pior que a sua. Será que vale a pena?

Perdão não é fraqueza. É sinal de humanidade. É entender a fragilidade do outro e abraçar a sua própria. A vida é frágil, assim como nossos laços. Por que não começar a construir mais pontes em vez de muros?

(P.S.: emprestei o título do artigo de uma música do Teatro Mágico que me veio junto com a inspiração.)

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Insônia

Por mais que a gente saiba que tem algo errado, sempre vai adiando o momento de cair na real. É mais cômodo se contentar com meias verdades, com migalhas de afeto ou com restos de algo que talvez nunca tenha sequer existido. É mais fácil criar um cenário de fantasia onde colocamos imperfeições num pedestal, sem lembrar que quando elas caírem, te levarão junto. É mais simples deixar a sua bagunça de lado para tentar compreender a do outro.

Hoje o sono não virá. Em vez de lutar em vão contra a madrugada, me debruço sobre a última flor do Lácio. Quisera chegar ao vazio de não sentir, não tentar, não amar.

Fica o conselho: não deixe para amanhã a decepção que você pode sofrer hoje. Amanhã vai doer mais.

Qual é o preço do seu sonho?

Dizem por aí que sonhar é de graça, mas não é bem assim. Você já parou pra pensar em qual é o preço do seu sonho?

Explico. Vamos supor que o seu sonho seja ser aprovado em um concurso público. Provavelmente você sonha com o seu nome na lista, a festa de comemoração, a admiração dos parentes e amigos, o salário polpudo no fim do mês. Tudo muito lindo. Mas você está disposto a pagar o preço? Estudar enquanto os amigos estão na balada, perder noites de sono, tempo com o/a namorado/a, se dedicar ao máximo? E quando você passar, já pensou em como vai ser o dia-a-dia? Talvez sua repartição seja cheia de colegas mal-humorados, um chefe arrogante, talvez você tenha que resistir a ofertas de suborno. E se o seu cargo for alto (como por exemplo promotor ou juiz), talvez tenha que lidar com ameaças à própria vida.

Talvez seu sonho seja casar e ter filhos. Você pensa na cerimônia, você linda de véu e grinalda (ou aquele terno estiloso), a festa, a viagem de lua de mel, dormir de conchinha todos os dias e acordar ao lado do amor da sua vida. Depois, a gravidez e o seu primeiro filho nos braços. Mas nem tudo é cor-de-rosa. Inevitavelmente virão as brigas, os dias em que vocês vão dormir se odiando, as crises de mau humor, as crianças fazendo birra, o dia em que você quer pintar o cabelo e passar aquela máscara verde na cara e o seu querido cônjuge não sai de casa de jeito nenhum. Você está preparada(o)?

É, meu amigo, sonhar não é de graça. Custa caro, e muito.

Isso não quer dizer que seja melhor desistir. Pelo contrário, todas as escolhas envolvem uma dose semelhante de prazer e sacrifício, e um pouco de realismo não faz mal a ninguém. Então, se você tem um sonho, pare e pense: você está disposto a pagar o preço?

Blogs inspiradores: Eduardo e Mônica

De uns tempos pra cá, a ideia de colocar uma mochila nas costas e sair pelo mundo sem rumo e sem data pra voltar tem me encantado cada vez mais. Embora seja inviável pra mim nesse momento, comecei a ler sobre o assunto e encontrei vários blogs inspiradores com histórias de viajantes que tiveram a coragem de viver essa aventura.

Foi assim que eu conheci o Eduardo e a Mônica, um casal gaúcho que largou tudo para conhecer o mundo. Também, com esses nomes, a vida deles só podia ser feita de poesia, né?

Além das histórias de viagens, o blog deles está cheio de textos inspiradores sobre felicidade, leveza e desapego (meu preferido: Desapego é uma questão de hábito). Vale a pena conferir!

Eduardo e Mônica

Ninguém é insubstituível. Nem você.

Perdi a conta de quantas vezes eu deixei de fazer o que eu queria por causa de outras pessoas. Algumas relações (amorosas, profissionais, familiares ou de amizade) são tão destrutivas que passam a ser uma prioridade maior que os seus desejos, sonhos e aspirações.

É aquela mania de querer ser o Carpinteiro do Universo da música do Raul, com aquele impulso eterno de “querer ajudar a querer consertar o que não pode ser”, de se sentir onipotente e onipresente e tentar carregar o mundo nas costas. De achar que sem você nada funciona e que você precisa resolver todos os problemas o tempo todo, da mistura para o almoço à fome na Etiópia.

Relax, baby.

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